quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

WWW.CRIATIVIDADE.COM.BR

Das características de um profissional acredito que a que mais produz efeitos marcantes é a Criatividade.  É ela que faz com que possamos criar novos produtos, inventar novos serviços, mudar processos, fazer novas metodologias, renovar idéias. É graças á criatividade que podemos mudar uma situação desfavorável e de prejuízo na organização para uma situação de lucros intensos. Quantas não são as histórias de empresas quase falidas que com a invenção de um novo produto conseguiram incrementar as vendas e sair do vermelho. Ou empresas que com novos serviços conseguiram conquistar novos mercados e lucrar como nunca. Tudo porque algo de novo foi criado por um profissional criativo que uniu suas características a uma situação latente.

Eu acredito que todos possuem criatividade, mas infelizmente nem todos utilizam da forma que deveriam. Já encontrei profissionais que nem abriam a boca para dar novas idéias, nem mesmo para discutir sobre um assunto. Acredito também que profissionais assim foram intensamente desmotivados ao longo da carreira, ou até mesmo na vida pessoal, ás vezes recebendo criticas duras e severas quando criavam algo novo ou mesmo não sendo incentivados para continuarem no processo criativo.

Algo muito ruim que acontece com quase todos é o quanto nos adaptamos a um método, uma forma e tendemos a criar resistência quando algo novo é criado. Um líder deve estar atento a isso e agir para não deixar que profissionais criativos sejam desmotivados. Ele deve sempre procurar incentivar e reter profissionais que possuem e demonstram habilidades de criar, sejam novas rotinas, novos procedimentos, novos produtos, novos serviços, ou simplesmente um novo modo de “fazer a mesma coisa”.

O que eu mais admiro em pessoas criativas é a capacidade de se adaptar com o pouco, ou com o que tem ao seu redor e produzir “coisas” inacreditáveis. Ao longo da minha carreira encontrei pessoas que se diziam totalmente apáticas na hora de criar, “eu não tenho a mínima criatividade”, essa é a fala principal. Para essas pessoas acredito que a

 curiosidade pode auxiliar no processo de melhora na criatividade. Pessoas curiosas tendem a perguntar como, onde, porque e o que? Com perguntas obtemos respostas, e com elas podemos fazer analises e assim criar. Acredito também que querer melhorar sempre, buscando aprendizado contínuo pode auxiliar na hora de conseguir informações para uma nova criação. Outro fator que deve ser levado em consideração é a situação, acho que ela é de fator fundamental para o processo criativo.

No mundo de hoje com tantas mudanças rápidas e intensas acredito que pessoas criativas conseguem se adaptar melhor aos problemas das organizações auxiliando na resolução destes. Devemos lembrar que pessoas enriqueceram apenas com uma idéia, claro que tiveram que lutar muito para implementá-la, mas isso é outra conversa.

Desejo a todos sucesso e bom negócios.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A Cachorrinha Loira

Em casa temos uma cadela, seu nome é Loira. Chamamos ela assim porque possui manchas marrom claro ao longo do corpo que é coberto por pelos brancos, o que dá a impressão dela ser “loira”. Ela possui certas peculiaridades, é muito indisciplinada, faz buracos no quintal, sai correndo para a rua quando abrimos o portão, não responde a comandos e quando a agitamos com brincadeiras ela fica tão empolgada que pula, late, faz sujeira e folia. O que eu digo é que faltou educação para ela. Quando eu trago para o ambiente profissional esse exemplo eu vejo que existem profissionais que agem exatamente como ela, basicamente sem nenhuma educação.

Ao longo da minha vida profissional encontrei muitos profissionais totalmente indisciplinados, mal-educados e com inúmeros problemas de falta de modos sociais. Os exemplos são muitos, desde faltas graves no modo de se vestir até ao modo de se portar e agir. Uma vez eu estava trabalhando em uma grande loja de Departamentos e um colega no meio do expediente gritou: Viva o Timão! Imaginem os clientes da loja vendo a situação de total “falta de decoro”, acho que posso dizer assim.

Já trabalhei em setores onde a competição era para ver quem sabia da primeira e melhor fofoca do dia, falar dos outros era tão importante que muitas vezes os profissionais se reuniam por vários minutos só para “fuxicar”. Comentar da vida alheia além de antiético é de muita má educação. Também já encontrei aqueles profissionais adeptos do banho apenas aos sábados, e os colegas ao redor que suportem o “cheirinho”. Existem também aqueles que “escovar os dentes é um luxo apenas para os mais afortunados”, e o pequeno mal hálito que seja suportado. Ninguém é obrigado a suportar o cheiro de ninguém. Existem aqueles que se vestem para a “balada”, mas se esquecem que vão para o trabalho, mulheres com mini-micro-saias, homens com a camisa mostrando todos os pelos do peito. E assim vai! Ou melhor, vamos! Sim, porque não podemos simplesmente erguer uma parede ao redor do mal educado e fingir que ele não existe.

Eu acredito que o respeito pode e deve ser mútuo. Acredito que cada ambiente exige uma postura, e profissionais devem se adequar a cada um deles. È claro que infelizmente alguns não possuem educação e postura, mas nesse caso se isso estiver interferindo na organização, cabe ao gestor, supervisor ou até mesmo colega ter uma conversa séria com o “sem modos”. Cabe aqui uma ressalva, a pessoa que vai proceder com o feed-back deve tomar muito cuidado, dever ser sincera, mas ponderada e moderada, nunca sair dizendo “ta na hora de você tomar banho”, ou “escovar os dentes faz bem”. Neste feed-back deve elencar os problemas que aquela postura esta causando ao grupo e a empresa e se oferecer para ajudar caso a pessoa precise e queira. Devo lembrar que existem pessoas que possuem problemas fisiológicos que necessitam de tratamentos e esses causam embaraços, por isso reitero, ponderação e moderação são essenciais para não constranger mais e piorar o problema. Agora,  aquele que é “porquinho por natureza”, deve levar um puxão de orelha sim, mas é claro, com muito tato e educação.

Desejo a todos muito sucesso e bons negócios.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Algumas atitudes profissionais.

Hoje eu me peguei analisando atitudes profissionais que podem levar um supervisor a “perder a cabeça” e cheguei a uma conclusão, existem três que influenciam muito na produtividade, na competência, na tomada de decisão, na cultura organizacional e no ambiente de trabalho. As três atitudes são a rebeldia, a preguiça e a apatia.

Se prestarmos atenção possuímos colegas com essas atitudes, agindo de forma indisciplinada. Os rebeldes são aqueles que nunca trabalham a favor do grupo ou da empresa, não aceitam ordens, sempre desacatam autoridades e trabalham em prol de si mesmos, não adianta pedir, conversar, implorar, ele sempre faz do jeito que quer, quando quer e como quer. Os preguiçosos são aqueles que, aqui cabem aspas “até aceitam ordens”, são gentis, adoram bater papo, são amigos de todo mundo, mas na hora de fazer o trabalho mesmo, agem com “corpo mole”, sempre pedem mais tempo, são lentos, agem com despreocupação, e se são pressionados dizem que estão ficando desmotivados, além de serem os primeiros a reclamar que o salário esta defasado. Já os apáticos, são aqueles colaboradores que não existem, quer dizer, para compor a folha de pagamento sim, mas na hora de discutirem uma idéia sempre “vão na onda”, ou seja, aquele que der a melhor idéia ganha o apoio do apático, mas nunca podemos esperar nada de inovador dele, normalmente são profissionais que não se destacam no setor, e que fazem a mesma coisa sempre.

Eu paro e fico pensando em como um supervisor pode lidar com essas atitudes profissionais que afetam o setor, ou até mesmo a empresa inteira. Infelizmente elas influenciam a produtividade. Imagine possuir profissionais com essas características na área comercial, o gerente iria ter problemas para definir metas com o rebelde, para conseguir executar ações com o preguiçoso, e não conseguiria desenvolver novas metodologias com o apático. Isso são só alguns problemas que essas três atitudes promovem. E particularmente acho que encontramos profissionais assim em todos os setores, e não são apenas nos níveis mais baixos da hierarquia organizacional, gerentes e diretores também podem ter essas características.

O que mais me preocupa na verdade não são as características em si dos profissionais, mas sim a forma que o líder irá desenvolver as competências de cada um, e principalmente como irá lidar com as deficiências. Devemos lembrar que cada pessoa tem um jeito de lidar com as situações e com autoridades, alguns foram criados para serem rebeldes, outros apáticos e assim por diante. Um líder de verdade deve analisar quais são as competências de cada um e tentar usar os pontos fracos dos profissionais ao seu favor, não estou dizendo para tentar manipular os outros, isso pode até piorar a situação, mas sim detectar e usar da melhor forma as habilidades que surgem nas características individuais, por exemplo, um rebelde, se incitado pode criar novas metodologias, novos processos, ele costuma discutir mais e não aceita facilmente uma idéia, um preguiçoso procura simplificar trabalhos, com isso pode-se ganhar tempo, e um apático tende a executar trabalhos com destreza e perfeição. Ou seja, um líder deve transformar atitudes negativas em habilidades positivas, com isso ganham organizações, lideranças e profissionais.

Desejo a todos sucesso e bons negócios.

 

Responsabilidade Social não é Show!

Desde que foi criado o conceito de Responsabilidade Social se tem visto empresas fazendo programas de apoio a famílias carentes, de educação de jovens e adultos, de melhora do bem estar social das comunidades ao redor da empresa, etc. e etc. A idéia básica é da empresa auxiliar a comunidade com programas sociais e assumir algumas responsabilidades que não estão sendo supridas pelos órgãos governamentais competentes.

O que acho interessante é que isso virou moda e o slogan é “Se a sua empresa não faz nenhum trabalho de responsabilidade social, a minha faz!”. Sinceramente? Se há algum vírus sendo disseminado entre empresas é o vírus da responsabilidade social. Falando desse jeito até parece que eu sou contra, de forma alguma, mas o que me deixa indignado é o que certas empresas fazem.

Acredito que muitas tenham boas intenções e queiram realmente auxiliar comunidades e pessoas, mas ás vezes as boas intenções vem mascaradas atrás de um programa que na verdade só quer fazer um show de marketing. Sim, porque é isso o que acontece, existem programas do tipo, doação de papel para comunidades carentes. Faz-se assim um grande álbum de fotografias, com inúmeros testemunhos de pessoas felizes e crianças brincando com o papel. Mas algo que não se vê é que só uma minoria é beneficiada, ou nem isso, algumas vezes a comunidade não tem condições de transformar aquele papel em algo que realmente pudesse ser bem aproveitado.

O termo responsabilidade social é um pouco mais nobre do que fazer divulgação e campanha dizendo que a empresa possui programas de ajuda que só servem pra mostrar carinhas sorridentes com a logomarca bem grande do lado. É preferível que nunca se fizesse nada, quero lembrar que existem muitas empresas enormes, presentes em vários países do mundo que nem sequer sabem o que significa responsabilidade social. Se o diretor de uma dessas empresas é indagado sobre isso ele diz “não é o papel do governo?”.

Quando vamos fazer algum programa de responsabilidade social devemos ter em mente os benefícios que aquela ação vai trazer para a comunidade e qual o nosso papel como agente desta ação. Outro dia me deparei com uma empresa que queria fazer um programa de doação de roupas para comunidades do Nordeste. Foram feitas inúmeras perguntas do tipo se as roupas são de inverno ou verão? Se realmente serão aproveitadas pela comunidade. Como elas serão distribuídas? Qual o critério de distribuição? Que benefícios essa ação ira trazer para a comunidade? Será que realmente é programa de responsabilidade social ou apenas uma doação de roupas?

Particularmente eu acho que as empresas que criam programas de Responsabilidade Social, com objetivo de fazer propaganda, se preocupassem mais em gerar riquezas e lucro e pagassem seus impostos em dia, exigindo dos governantes uma postura mais ética voltada para o desenvolvimento da comunidade, obteriam mais resultado do que tentar vender a idéia de que fazem algo voltado para a sociedade.

Desejo a todos sucesso e bons negócios.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O Livro de Etiqueta Corporativa

Eu não posso afirmar que sou o rei da discrição e da etiqueta, particularmente já cometi inúmeras gafes corporativas, mas sempre tentei, com tato e educação, contornar todas elas. Mas ás vezes, alguns atos falam mais do que frases inteiras, e vão bem além da educação. Outro dia uma amiga veio a mim reclamando que tinha dado um livro para uma colega e a mesma não gostou, e o pior, tinha feito pouco caso do mesmo e guardado de qualquer jeito na gaveta. Quando eu indaguei o nome do livro entendi o pouco caso da colega, o nome do livro era “Etiqueta Corporativa, o sucesso com bons modos”. Eu sou totalmente favorável a leitura e ao ato de presentear, mas tato, bom senso, e empatia cabem em qualquer situação, principalmente no ambiente de trabalho.

Entendam! O livro é bom, eu fiz questão de ler, mas o problema é a, como posso dizer, “mensagem subliminar” escondida no nome do livro. A colega da minha amiga estava sendo treinada e era subordinada dela, no mínimo ela se sentiu ofendida, como se não tivesse educação, e para piorar minha amiga ainda falou “com esse livro você vai aprender muitas coisas”. Imaginem o que ela não ficou imaginando, quantas dúvidas não surgiram em sua cabeça. O pior é que isso cria uma distância no relacionamento profissional, logo aparecem rixas, as desavenças, faz-se fofoca, tudo por falta de tato.

A verdade é que minha amiga queria falar que a colega não estava agindo de forma apropriada, mas não sabia como. Nesse caso eu prefiro a abordagem direta, nada como uma conversa franca apontando os defeitos e qualidades, nunca fale só os defeitos, pessoas sempre possuem pontos positivos e um feed-back sincero produz um retorno muito melhor. Devemos ter em mente, e fazer nosso colega entender, que ao dar um livro do tipo “Como ser mais produtivo no ambiente de trabalho”, não estamos “dando uma indireta pra ver se ele se toca”, e sim dando uma direta para ele melhorar os pontos negativos com o auxilio de uma ferramenta.

Cabe uma ressalva, seja sincero, mas polido, ninguém gosta de ouvir que não possui modos, que se porta mal na frente dos outros, que é grosseiro, é claro que ás vezes é necessário falar a verdade nua e crua, mas sempre com tato. Devemos chamar o colega em reservado, mostrar que queremos ajudar, e no caso do livro, que ele pode servir de referência para uma mudança.

Não seja do estilo, “estou te dando um toque”, isso produz rancor, raiva, e no ambiente de trabalho isso pode se transformar em “puxadas de tapete”. É claro que nem todo mundo, aceita um feed-back numa boa, algumas pessoas são mais difíceis de lidar, principalmente quando seus defeitos estão sendo expostos, tem aquelas que simplesmente não os aceitam, nesse caso paciência e empatia são palavras chave. É claro que aqui também cabe um ditado bíblico “amai o próximo como a ti mesmo”. Independente de estarmos em casa ou no trabalho, esse ditado pode fazer com que possamos obter muitos resultados favoráveis para a organização, para o nosso colega e para nosso bem estar.

Desejo a todos sucesso e bons negócios.

 

O Novo Teclado da Igreja

Á alguns dias o Pastor de nossa igreja propôs trocar o teclado antigo por um mais moderno, no final da reunião ele conversou com os membros da igreja e expôs que lhe ofereceram um instrumento muito melhor, ele possuía mais qualidade de som, mais opções de músicas e em suma era mais eficiente, além é claro do antigo não ser lá muito bom. Todos os membros concordaram que a Igreja merecia um teclado melhor e fomos logo fazendo um mutirão, muitos contribuíram e o teclado novo foi comprado. O pastor todo orgulhoso mandou comprar uma mesa nova para o instrumento e o tecladista até colocou uma roupa diferente com gravata e tudo. Estava tudo ótimo, até descobrirmos que o tecladista não sabia usar direito o teclado novo.

Trazendo para o mundo corporativo percebemos quantas são as empresas que fazem investimentos em maquinas modernas sem levar em consideração informações essenciais, esquecem dos recursos humanos, ou da estrutura física da organização, ou de como vão vender a nova quantidade de material acabado, e no fim, a empresa fica com “o novo trambolho”.

O interessante disso é que a empresa toda se mobiliza, a área comercial faz planos de aumento nas vendas, o financeiro aloca recursos, faz projeções de cenários futuros, a área operacional já pensa em contratar mais pessoal, mas se esquece do treinamento para 

quem vai operar a máquina. Já vi casos de empresas investirem em maquinário tão especifico que não havia mão de obra especializada nem para treinar quem vai treinar a operar a máquina. Já vi também empresas comprarem máquinas imensas e na hora da instalação a máquina não entrar no pátio, ou pior, instalam o maquinário e quando colocado em operação o piso simplesmente não agüenta e trinca produzindo efeitos devastadores.

Algumas empresas se esquecem também que máquinas que produzem mais rápido, demandam de mais espaço para matéria-prima ou para produto acabado, é claro que cada caso é um caso, já vi máquinas que produzem muito mais com a metade do tamanho da anterior, e nesse caso sobrou gente pra produzir, e as demissões não foram pensadas. Custos com rescisões trabalhistas pesam, imagine se tiver que pagar o financiamento do maquinário junto. Uma empresa quando investe em algum maquinário não deve simplesmente pensar no incremento de vendas e em como vai pagar o financiamento dela, mas também em quem e como vai ser feita a operação.

Empresas estruturadas fazem uma boa avaliação do maquinário, do impacto nas operações, do impacto financeiro, planejam o futuro criando cenários com incrementos nas vendas e no caixa, investem em treinamento, qualificação e se for o caso em novos funcionários, buscam financiamentos bons e baratos, verificam a estrutura física, procuram orientações, garantias e empresas que forneçam manutenção no novo maquinário, ou seja, verificam todas as possibilidades e impossibilidades antes de investir.

Alias, acredito que devemos sempre analisar bem antes de fazer qualquer investimento, a pior coisa é acabar se arrependendo por algo que não foi levado em consideração. Aqui cabe uma ressalva, o tecladista já se adaptou muito bem ao novo teclado.

Desejo a todos sucesso e bons negócios.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Say yes to Obama

Eu não poderia deixar de comentar a vitória de Obama na eleição dos Estados Unidos. Acredito que uma mudança de ideologia política vem em boa hora.  Acredito também ser um marco para o mundo a vitória de um presidente negro neste país. Mas algumas coisas me preocupam. Uma das minhas preocupações é que o país norte-americano vive uma fragilidade muito grande devido a problemas econômicos. Devido a essas fragilidades o papel do presidente, no caso o líder desta nação, passou a ter uma função de extrema importância.

Fazendo uma comparação com o ambiente corporativo, encontro empresas com muitos problemas financeiros e operacionais, seus problemas vão desde falta de capital e de crédito a baixa nas vendas, dentre outros. Normalmente a solução encontrada para os problemas é a contratação de um novo diretor, um novo gerente, ou qualquer outra liderança para assumir a “bomba”. Com isso criam-se novas expectativas entre os colaboradores dos setores envolvidos. O legal é que coloca-se todo o problema em cima do novo profissional esperando que o mesmo resolva tudo, quando falo tudo, vou desde problemas pertinentes ao novo contratado até as fofocas das tias do cafezinho.

O que acho interessante é que basta o profissional entrar na empresa que todos os problemas são designados pra ele, que passa a receber um monte de emails. Ás vezes o coitado nem sabe o que esta acontecendo e pedem uma solução imediata. Em empresas deste nível, acredito que o novo profissional deve agir com extrema cautela. Sua primeira ação deve ser tentar entender quais são as expectativas criadas com a sua entrada na organização e qual o seu papel como agente de mudança. Ele deve procurar conhecer toda a empresa, as operações que realiza, como esta inserida no mercado, como outras empresas realizam suas operações, qual o posicionamento dela e dos concorrentes. Deve primordialmente conhecer todos os membros da equipe, quais as suas expectativas, quais as suas ambições e inicialmente se manter imparcial para depois de analisadas todas as informações, agir. Reitero aqui, AGIR COM CAUTELA. Quando entramos em uma nova empresa não conhecemos as rotinas, os procedimentos, as normas internas. Bater de frente, sendo agressivo, com certeza não auxilia na criação de novos procedimentos, na mudança de cultura ou na obtenção de confiança dos profissionais que trabalham na organização. 

Devemos lembrar que ao entrar em uma nova empresa os profissionais que lá estão criam expectativas em relação a nossa postura profissional assim como nós em relação a eles, acredito que neste caso ter empatia é a melhor proposta para um inicio de relacionamento profissional, devemos agir da forma como queremos que ajam conosco. Tenho receio porque grandes expectativas promovem grandes frustrações, mas se tentarmos entender aonde, quando, como e com quem agir em uma organização daremos um passo mais assertivo para uma mudança tranqüila e real, seja ela de cultura, de processos, de rotinas ou o que seja.

Desejo a todos sucesso e bons negócios.

O Jogo de Xadrez

Eu particularmente gosto de xadrez, confesso, não sou aficionado, muito menos um excelente jogador, posso dizer que possuo um amor platônico pelo jogo. Gosto de saber que você pode criar jogadas, manipular as peças e tentar manipular o adversário até ganhar.

Quando eu comparo o jogo com o mundo dos negócios, faço a seguinte conexão, as peças seriam as informações que possuímos para fazer o negócio andar, o jogador seria o profissional, o tabuleiro seria o mercado e o adversário o nosso concorrente.

Desses quem possui papel predominante é o jogador e o adversário. São eles que movem as peças, no caso, que usam as informações a seu favor para ganhar o jogo. E ambos devem estar preparados, com atenção total voltada para a execução da estratégia traçada logo no inicio da partida para conseguir dar Xeque-Mate e vencer.

Fico olhando para alguns profissionais, e fico muitas vezes preocupado. Vejo profissionais relaxados e despreparados em relação ao uso das informações do dia-a-dia no mundo dos negócios. Alguns não se preocupam em reciclar seus conhecimentos e aprender mais. Outros acreditam que apenas com o diploma da faculdade tudo está ótimo, alguns nem isso! O pior é que existem profissionais que não buscam nem informações extras como conhecer o mercado que a empresa esta inserida, novas técnicas de trabalho para o seu setor, novas ferramentas, ou o que seja, fazem tudo igual e de novo. A mesma coisa sempre. O que é interessante é que acabamos tendo profissionais nas empresas que fazem apenas o seu serviço, muitos até com excelência, mas que não podem contribuir em nada com novas idéias para a organização. O pior é que esses profissionais normalmente se sentem desmotivados e são inseguros. Sempre ficam preocupados quando um novo profissional chega ao setor cheio de idéias.  Com isso criam-se fofocas, e a concorrência não se torna mais algo só entre empresas, mas também entre membros da empresa.

Um profissional deve estar sempre procurando novas informações sem se prender a paradigmas, a jeitinhos, a pensamentos pequenos, a metodologias antigas, a preconceitos, ou qualquer coisa que não leve ao crescimento profissional. Acredito que o mesmo deve ter criatividade, audácia e ousadia além de persistência e perseverança.  Essas são características de um profissional de sucesso, ou no mínimo daquele que corre atrás dele.

Devemos procurar crescer sempre usando todas as informações que obtemos no nosso dia-a-dia de forma apropriada e assertiva, se não, é como se iniciássemos o jogo de xadrez sem algumas peças como o bispo, o cavalo ou a torre, até poderíamos ganhar a partida, mas a estratégia teria que ser muito bem elaborada. E convém dizer, isso se tornaria muito mais cansativo e mais demorado, trazendo para o mundo corporativo, mais oneroso e menos lucrativo.

Desejo a todos sucesso e bons negócios.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Balão Azul

Quando eu era pequeno e tinha lá os meus oito ou nove anos, eu gostava muito de festa de aniversário, não que eu tenha mudado, mas naquela época as festas eram diferentes. Lembro até hoje da minha mãe fazendo bolo, docinhos, cachorro quente e tudo o que a festa tinha direito. Uma coisa me marcava muito nas festas, era o balão azul.

Lembro como se fosse hoje, minha mãe comprava os sacos com vários balões e dava para nós, (eu e minhas irmãs), enchermos. Nessa, muitos estouravam porque enchíamos demais, nunca sabíamos até onde o balão agüentava.

Quando eu trago isso para os tempos de hoje eu comparo o balão azul ao ego das pessoas. È impressionante o quanto existem pessoas que estão iguais ao balão, seu ego vai inflando, preenchendo todo o espaço vazio, esticando todo o plástico até estourar.

Pessoas com o ego muito elevado acreditam que estão sempre com a razão, não escutam ninguém. Se discordam de uma idéia, impõem a sua própria, não gostam de ser contrariados e acabam sendo arrogantes e prepotentes.

Em uma organização quando encontramos pessoas com esse perfil temos que ter muita paciência. Infelizmente nem todos conseguem “levar” esse tipo de profissional.

Existem dois tipos de profissionais com esse perfil, um deles é composto por pessoas que acreditam que pelo seu desempenho próprio tiveram excelentes idéias e resultados e acabaram se deixando levar pelo que adquiriram, conseguiram chegar a um patamar de respeito e dignidade pelo seu nível profissional, infelizmente no fim, o ego cresceu tanto que destruiu a humildade. Outro tipo de profissional é aquele que desde pequeno foi criado em um meio onde a arrogância e a prepotência são formas de sobrevivência, ou que acreditam que tratando os outros com inferioridade conseguirão respeito e poder.

Infelizmente encontramos pessoas com o ego inflado em todo o lugar, seja em casa, na rua, na empresa, na igreja, onde você estiver pode ter certeza que vai encontrar alguém que “se ache” melhor do que os outros. Uma coisa só me preocupa, o balão quando estourado não possui mais utilidade, temos que tomar cuidado para que não aconteça o mesmo conosco, acho que cabe a cada um refletir se esta dando a devida atenção aos outros, se é humilde, se sabe escutar e principalmente se sabe a hora de falar. Acredito que com respeito, compreensão e humildade se torne possível conquistar muito mais do que com arrogância e prepotência.

Desejo a todos, sucesso e bons negócios.

 

O Pavão e o Sovaco


Outro dia eu estava assistindo televisão e no intervalo comercial vi duas propagandas que me chamaram a atenção, uma delas era do Boticário, o rapaz levantava o a tampa da maquina copiadora e a moça se apaixonava quando sentia o cheiro do perfume do sovaco dele, a outra foi da H2OH, o rapaz para em uma esquina e se apaixona por uma moça e de repente uma calda enorme de pavão é armada por ele. Serei sincero! Fiquei entusiasmado com ambas, achei incrível a criatividade das empresas para a divulgação dos produtos.

Logo fiquei imaginando no tamanho das equipes de marketing, das equipes de produção, do tempo e do dinheiro que foi gasto pra fazer um comercial de 30 segundos para vender um produto.

Aqui cabe uma reflexão, no mundo corporativo atual devemos agir da mesma que essas grandes empresas, ou seja, devemos ter uma imagem e nos esforçar para vender bem ela. É claro que não basta sermos bonitinhos, arrumadinhos, limpinhos, ou qualquer outra porcaria com “inho”. Na verdade ao definirmos nossa imagem, nosso marketing pessoal, devemos ter em mente três perguntas, o que eu sou, o que eu quero e o que o mercado quer.

Com essas respostas você pode definir quais são seus pontos fortes e fracos, suas qualidades e defeitos, o que você deve melhorar e o que deve deixar de lado, além de saber como deve se portar e reagir perante o mercado. Basicamente isso exige escolhas, determinados cargos exigem pessoas mais audaciosas e comprometidas, outros mais extrovertidas, e tem aqueles, acredite, que exigem pessoas muito introvertidas. O que eu acho interessante, é que já entrevistei inúmeras pessoas, mas algo que eu nunca ouvi foi alguém dizer que é introvertido, é mais ou menos como o trauma do perfeccionista, sim, pois várias pessoas já me disseram possuir essa maravilhosa qualidade que se transforma em um defeito “de tão perfeccionista que ela é”.

Acredite, tem mercado pra todos, mas é necessário se conhecer, saber quais são suas habilidades e seus defeitos. Há muito tempo atrás eu fui vender roupas femininas em uma grande loja de departamentos, eu fui um desastre, e olhe que tenho três irmãs. Apesar de ser extrovertido, persistente e audacioso eu não conhecia nada de roupa feminina, nunca me senti a vontade com os produtos e nem com as clientes, me sentia embaraçado ao tentar vender qualquer peça que fosse. Isso não acontece mais comigo hoje, mas eu tive que me conhecer e saber o que e como eu queria e me adaptar com o que o mercado pedia.

Cabe aqui uma ressalva, quem dita as regras é o mercado, existe lugar pra todos, desde que você não seja um pária social, alguns se adaptam mais rápido, outros mais devagar, é como um produto, alguns vendem mais, outros menos, só devemos tomar cuidado pra não ficar empatando na prateleira.

Desejo a todos, sucesso e bons negócios.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O Arquivo X

Eu sou um fã de carteirinha da série Arquivo X, desde o inicio eu gostava de assistir os episódios, me entusiasmava só com a música, gostava das conclusões dos casos mais doidos que já existiram, era um fissurado. É claro que não deixei de ser um fissurado, ainda sou, tenho todos os capítulos da série e os dois filmes que saíram.

Mas lendo na internet descobri que não sou o único, existem multidões de fãs espalhados por todo o mundo, pessoas que compram bonés, camisetas, CDs, DVDs, broches, etc. Descobri também que existem fã-clubes onde as pessoas se reúnem para discutir os capítulos, falar sobre a vida dos atores e diretores, conversar sobre os produtos.

É inegável o sucesso da série, só pra se ter idéia houve nove temporadas com mais de 20 capítulos cada uma, são mais de 9000 minutos de “bunda no sofá”, imaginem o quanto a emissora não ganhou com propaganda, além é claro dos “pinduricalhos”. Isso sem mencionarmos os dois filmes que saíram extra-curricularmente.

Se analisamos o motivo do sucesso da série, podemos dizer que se deu principalmente pelos assuntos abordados, que eram sempre imprevisíveis, alguns “sem pé nem cabeça” ouso dizer, mas todos eles mexiam com a imaginação e a emoção. Creio que a série conseguiu tanto sucesso, pois mexia com o medo que o ser humano tem do desconhecido, tipo alienígenas, abelhas e baratas assassinas, fantasmas, mutantes, “governo”, etc. e etc.

Eu fiquei pensando mais, imagine o lucro da produtora, da emissora, dos anunciantes, dos atores, e de tantos outros envolvidos. O que é mais interessante é como uma idéia pode fazer com que tantas pessoas possam acreditar e investir, produzir, vender, se esforçar, tudo para ganhar dinheiro.

Acho que na verdade o que devemos fazer é tentar arranjar idéias inovadoras, quem sabe inventar um produto ou um serviço que atendam a necessidade do nosso cliente assim como Arquivo X. E acho que devemos usar toda nossa imaginação e emoção, nossos sentimentos mesmo! Devemos ter empatia, devemos nos colocar no lugar do nosso cliente e ver como gostaríamos de ser tratados, ou que produto realmente queremos. Creio que colocando emoção com imaginação pra atender a necessidade de alguém podemos fazer muito dinheiro assim como a série Arquivo X.

Desejo a todos, sucesso e bons negócios.

Provérbios 6.6-11.


Eu sempre gostei da história da formiga e da cigarra, para quem não conhece a história cabe um resumo. A formiga trabalhava incansavelmente durante o verão ajuntando comida, preparando-se para o inverno enquanto a cigarra apenas cantarolava e tirava sarro do trabalho árduo da formiga. Na chegada do inverno a formiga se recolheu quentinha e com comida em sua casa e a cigarra morreu de frio.

Eu acho essa história interessante. Ela nos passa uma moral que deve ser refletida, pois fala da preguiça. A preguiça é a praga das empresas, e quando eu falo empresas eu falo de qualquer empresa, seja micro, média ou grande. É a preguiça que faz com que muitos colaboradores não façam seu trabalho direito, e ela se manifesta das mais variadas formas.

Na área de vendas, por exemplo, existem vendedores que não prospectam eficazmente potenciais clientes e fazem propostas mal elaboradas com poucas informações ou esquecem as que são realmente relevantes. Além disso, não pesquisam as necessidades reais dos mesmos e não se empenham em cativar e negociar. Na área financeira encontramos analistas que fazem relatórios imprecisos e ainda esquecem ou omitem informações. Encontramos preguiçosos em todos os cantos de uma empresa.

O mais interessante são as desculpas para tal, dizem os preguiçosos “o gerente não pediu isso”, “o diretor nem nota essa informação”, ou ainda, “se eu colocar isso ele vai me pedir mais”. Claro que essas frases vêm junto com inúmeras outras, “ou eu faço uma coisa ou outra”, “eu não tenho quatro braços”, “eu sou um só”, e por aí vai.

Algo que mais me deixa impressionado é que alguns preguiçosos já utilizam de ferramentas corporativas como o email, dizendo “me passa por email, preciso ter registrado o seu pedido”. Basicamente o que esse profissional quer dizer é que “eu sou pago para fazer isso, mas só faço se for pedido e registrado, e tem mais, minha cabeça é ruim e não vou lembrar”, e pelo jeito nem ia se esforçar pra lembrar.

Nesse meio eu não incluo profissionais sobrecarregados, mas convenhamos, é muito cômodo possuir uma desculpa na ponta da língua quando nos pedem algo! Sempre escuto palavras como “não dá tempo”, mas daí eu pergunto VOCÊ JÁ TENTOU? Impressionante que não houve tentativa, mas já se sabe o resultado que não é possível, e tudo porque o prazo é curto. O pior é que esse profissional leva tanto tempo discutindo sobre o prazo que é “apertado”, mas se esquece que poderia usar o mesmo para desenvolver o que foi designado.

O melhor de tudo é que nos preocupamos em medir a produtividade dos nossos profissionais para termos parâmetros de comparação e assim cobrar a execução das tarefas profissionais. Sinceramente? Acredito que se criássemos programas de erradicação da preguiça, teríamos muito mais proveito. Cabe aqui uma observação, aqueles que não forem preguiçosos procurem na bíblia o texto que faço menção no titulo deste, acredito que será de grande valia.

Desejo a todos, sucesso e bons negócios.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A “Mal Dita” Burguesia

Desde pequeno eu ouvia a palavra Burguesia, ela sempre vinha acompanhada de exclamações, adjetivos jocosos, péssimas referências, muitas ofensas e os mais diversos exemplos sobre os seus protagonistas, no caso “os burgueses”. Você pode reparar que aqueles que falam mal da Burguesia se dizem Marxistas, ou Socialistas, ou alguma coisa “istas”. Normalmente são jovens, cheios de idéias, e com muita “coisa” na cabeça.

Como sou um homem que busca o conhecimento e acredito que isso deve mover nossa vida, fui atrás da história real, eu queria saber o que realmente era burguesia e como ela se tornou na Mal Dita Burguesia.

Em minhas pesquisas encontrei que há muitos séculos atrás, (aqui cabe uma ressalva: não pretendo falar de história), o povo começou a se unir em pequenas vilas ou “burgos”, construíram então muros ao seu derredor, com isso evitavam os assaltos, e viviam em uma 

comunidade protegida. Como a grande maioria dos burgos era composta por artesãos, eles começaram a produzir e a se organizar, com isso enriqueceram, tomaram o poder, criaram bancos e o capitalismo, se tornaram a classe dominante e hoje são chamados de malditos burgueses por jovens de nossa classe média ou rica.  

Interessante que eles se uniram com um objetivo comum, o da proteção mútua, ninguém esperava esse enriquecimento, creio que nem os burgueses esperavam. Atualmente eu posso fazer uma correlação entre burguesia antiga e cooperativa moderna, se assim me permitem!

Podemos dizer que a união faz a força, e porque não nos negócios? Uma cooperativa pode ser a solução para o desemprego, para a falta de qualificação de profissionais, já que ela visa inclusive a especialização dos mesmos, pode ser uma solução para uma economia que exige diversificação e inovação constantes, onde os custos de uma empresa devem ser reduzidos e o lucro máximo.

 O que talvez seja mais interessante é que novamente os menores se unem para fazer algo grande e se proteger, todos com um interesse comum. Receio pelos meus tatara alguma coisa bisnetos, será que eles falarão da “Mal Dita” Cooperativa?

Desejo a todos, sucesso e bons negócios.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A Moça do Carrinho de Bebê

Hoje eu estava retornando da casa de um amigo com meu carro e entrei em uma avenida que estava engarrafada. Fui logo ficando na pista da esquerda, na verdade queria pegar a da direita, mas com o transito do jeito que estava eu nunca conseguiria fazer uma coisa dessas. Logo a minha frente um caminhão tentava entrar á frente de um fusca, e é claro que o motorista do fusca nem se importou em ceder o lugar pra ele entrar, o transito começou a andar e mais caminhões apareciam em ambas às pistas, um pouco mais a frente um caminhão ficou logo do meu lado, começamos a andar e parar, quando demos uma boa parada olhei para a margem da rua do lado direito e vi uma moça com um carrinho de bebê tentando atravessar.

Como ela percebeu que o transito estava parado ela passou na frente do caminhão dirigindo o carrinho á frente dela, se dirigia em direção ao outro lado da rua e ia passar pela minha frente, mas um senso de mãe fez com que ela parasse no meio do caminho e olhasse entre o caminhão e meu carro pra ver se não havia nenhum movimento entre nós, infelizmente o carrinho do bebê já estava no meio do vão entre o meu carro e o caminhão, felizmente não vinha nenhuma moto, nenhum ciclista, nada que pudesse atropelar o bebê. A mãe, feliz por não ter nada que pudesse fazer mal ao bebê, atravessou e seguiu seu caminho.

Ao voltar para casa eu fiquei analisando o caso e pensei que da mesma forma que essa mãe é despreparada e colocou o seu filho em perigo, muitos empresários fazem o mesmo com suas empresas, desprotegendo aquilo que realmente importa. Quantos são os casos de empresários e administradores que não conseguem proteger o capital financeiro de sua empresa colocando a mercê do mercado aquilo que mais deveriam proteger.

São inúmeros os casos de empresas em fase inicial que gastam muito com reformas, investem em sistemas que não precisam, em campanhas publicitárias ou produtos errados, fazem parcerias que não dão certo, ou cometem erros diversos fazendo o mesmo que a moça do carrinho, colocando em risco a vida do bem mais precioso que existe para a empresa. E depois se perguntam no que eu errei? A idéia era tão boa e porque deu errado? Serão os sócios? Serão os parceiros?

Devemos ter em mente que proteger a vida de uma empresa é essencial aos negócios, e a vida de uma empresa é o capital financeiro, não adianta termos o melhor produto, o melhor talento, a melhor estrutura, se não tivermos dinheiro para fazer as engrenagens andarem. Sem isso não conseguiremos ir muito longe, devemos proteger o bebê, devemos primeiro olhar onde estamos indo, o que, como e quando estamos fazendo. È claro que as incertezas e os percalços do caminho ainda existirão, mas com certeza estaremos sempre atentos aos possíveis problemas que surgirem.

Desejo a todos sucesso e bons negócios.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Fazendo Negócios

Ao iniciar esse blog me deparei com uma pergunta inegavelmente difícil, qual o nome do blog?  Essa pergunta era de difícil resposta principalmente porque eu queria não apenas fazer um blog, mas também colocar minhas idéias, meus pensamentos, meu estilo de administrar, de agir profissionalmente, trocar experiências, trocar contatos, trocar idéias.

Ao buscarmos no dicionário a definição da palavra nome encontramos o seguinte: “palavra com que se designa ou qualifica, reputação, fama”. Nesse caso me deparei com mais uma questão, o que realmente eu quero fazer com este blog? Será que só mostrar minhas idéias? Não eu também queria mais, queria poder contribuir com o futuro de profissionais e empresas, e, além disso, queria fazer negócios, sobreviver e ganhar dinheiro. Temos que lembrar que estamos em um mundo onde o capital é importante e não conseguimos viver sem dinheiro.

Após tanto pensar em um nome que pudesse expressar o que eu queria realmente fazer fui ao dicionário, procurei várias palavras, vários significados, inúmeros e inúmeros, mas uma hora “me bateu uma ficha”. Procurei a palavra negócios e encontrei a definição de: “relações comerciais, trato mercantil, ajuste”. Logo em seguida me veio a palavra fazer que a definição é: “dar existência ou forma a; criar; manufaturar”. Com isso eu disse: Fechou!

Eu tinha um motivo pessoal por trás e um nome que designava uma ação á frente. O que eu desejava, era unir minhas expectativas ás minhas habilidades para poder suprir minhas necessidades pessoais.

Com isso criei o blog “Fazendo Negócios”, espero com ele poder trocar idéias e principalmente fazer negócios. Espero que aqueles que leiam, possam se divertir, aprender, criticar, ensinar e crescer profissional e pessoalmente.

Desejo a todos, sucesso e bons negócios.