quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Algumas atitudes profissionais.

Hoje eu me peguei analisando atitudes profissionais que podem levar um supervisor a “perder a cabeça” e cheguei a uma conclusão, existem três que influenciam muito na produtividade, na competência, na tomada de decisão, na cultura organizacional e no ambiente de trabalho. As três atitudes são a rebeldia, a preguiça e a apatia.

Se prestarmos atenção possuímos colegas com essas atitudes, agindo de forma indisciplinada. Os rebeldes são aqueles que nunca trabalham a favor do grupo ou da empresa, não aceitam ordens, sempre desacatam autoridades e trabalham em prol de si mesmos, não adianta pedir, conversar, implorar, ele sempre faz do jeito que quer, quando quer e como quer. Os preguiçosos são aqueles que, aqui cabem aspas “até aceitam ordens”, são gentis, adoram bater papo, são amigos de todo mundo, mas na hora de fazer o trabalho mesmo, agem com “corpo mole”, sempre pedem mais tempo, são lentos, agem com despreocupação, e se são pressionados dizem que estão ficando desmotivados, além de serem os primeiros a reclamar que o salário esta defasado. Já os apáticos, são aqueles colaboradores que não existem, quer dizer, para compor a folha de pagamento sim, mas na hora de discutirem uma idéia sempre “vão na onda”, ou seja, aquele que der a melhor idéia ganha o apoio do apático, mas nunca podemos esperar nada de inovador dele, normalmente são profissionais que não se destacam no setor, e que fazem a mesma coisa sempre.

Eu paro e fico pensando em como um supervisor pode lidar com essas atitudes profissionais que afetam o setor, ou até mesmo a empresa inteira. Infelizmente elas influenciam a produtividade. Imagine possuir profissionais com essas características na área comercial, o gerente iria ter problemas para definir metas com o rebelde, para conseguir executar ações com o preguiçoso, e não conseguiria desenvolver novas metodologias com o apático. Isso são só alguns problemas que essas três atitudes promovem. E particularmente acho que encontramos profissionais assim em todos os setores, e não são apenas nos níveis mais baixos da hierarquia organizacional, gerentes e diretores também podem ter essas características.

O que mais me preocupa na verdade não são as características em si dos profissionais, mas sim a forma que o líder irá desenvolver as competências de cada um, e principalmente como irá lidar com as deficiências. Devemos lembrar que cada pessoa tem um jeito de lidar com as situações e com autoridades, alguns foram criados para serem rebeldes, outros apáticos e assim por diante. Um líder de verdade deve analisar quais são as competências de cada um e tentar usar os pontos fracos dos profissionais ao seu favor, não estou dizendo para tentar manipular os outros, isso pode até piorar a situação, mas sim detectar e usar da melhor forma as habilidades que surgem nas características individuais, por exemplo, um rebelde, se incitado pode criar novas metodologias, novos processos, ele costuma discutir mais e não aceita facilmente uma idéia, um preguiçoso procura simplificar trabalhos, com isso pode-se ganhar tempo, e um apático tende a executar trabalhos com destreza e perfeição. Ou seja, um líder deve transformar atitudes negativas em habilidades positivas, com isso ganham organizações, lideranças e profissionais.

Desejo a todos sucesso e bons negócios.

 

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