Em casa temos uma cadela, seu nome é Loira. Chamamos ela assim porque possui manchas marrom claro ao longo do corpo que é coberto por pelos brancos, o que dá a impressão dela ser “loira”. Ela possui certas peculiaridades, é muito indisciplinada, faz buracos no quintal, sai correndo para a rua quando abrimos o portão, não responde a comandos e quando a agitamos com brincadeiras ela fica tão empolgada que pula, late, faz sujeira e folia. O que eu digo é que faltou educação para ela. Quando eu trago para o ambiente profissional esse exemplo eu vejo que existem profissionais que agem exatamente como ela, basicamente sem nenhuma educação.
Ao longo da minha vida profissional encontrei muitos profissionais totalmente indisciplinados, mal-educados e com inúmeros problemas de falta de modos sociais. Os exemplos são muitos, desde faltas graves no modo de se vestir até ao modo de se portar e agir. Uma vez eu estava trabalhando em uma grande loja de Departamentos e um colega no meio do expediente gritou: Viva o Timão! Imaginem os clientes da loja vendo a situação de total “falta de decoro”, acho que posso dizer assim.
Já trabalhei em setores onde a competição era para ver quem sabia da primeira e melhor fofoca do dia, falar dos outros era tão importante que muitas vezes os profissionais se reuniam por vários minutos só para “fuxicar”. Comentar da vida alheia além de antiético é de muita má educação. Também já encontrei aqueles profissionais adeptos do banho apenas aos sábados, e os colegas ao redor que suportem o “cheirinho”. Existem também aqueles que “escovar os dentes é um luxo apenas para os mais afortunados”, e o pequeno mal hálito que seja suportado. Ninguém é obrigado a suportar o cheiro de ninguém. Existem aqueles que se vestem para a “balada”, mas se esquecem que vão para o trabalho, mulheres com mini-micro-saias, homens com a camisa mostrando todos os pelos do peito. E assim vai! Ou melhor, vamos! Sim, porque não podemos simplesmente erguer uma parede ao redor do mal educado e fingir que ele não existe.
Eu acredito que o respeito pode e deve ser mútuo. Acredito que cada ambiente exige uma postura, e profissionais devem se adequar a cada um deles. È claro que infelizmente alguns não possuem educação e postura, mas nesse caso se isso estiver interferindo na organização, cabe ao gestor, supervisor ou até mesmo colega ter uma conversa séria com o “sem modos”. Cabe aqui uma ressalva, a pessoa que vai proceder com o feed-back deve tomar muito cuidado, dever ser sincera, mas ponderada e moderada, nunca sair dizendo “ta na hora de você tomar banho”, ou “escovar os dentes faz bem”. Neste feed-back deve elencar os problemas que aquela postura esta causando ao grupo e a empresa e se oferecer para ajudar caso a pessoa precise e queira. Devo lembrar que existem pessoas que possuem problemas fisiológicos que necessitam de tratamentos e esses causam embaraços, por isso reitero, ponderação e moderação são essenciais para não constranger mais e piorar o problema. Agora, aquele que é “porquinho por natureza”, deve levar um puxão de orelha sim, mas é claro, com muito tato e educação.
Desejo a todos muito sucesso e bons negócios.

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