quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Pavão e o Sovaco


Outro dia eu estava assistindo televisão e no intervalo comercial vi duas propagandas que me chamaram a atenção, uma delas era do Boticário, o rapaz levantava o a tampa da maquina copiadora e a moça se apaixonava quando sentia o cheiro do perfume do sovaco dele, a outra foi da H2OH, o rapaz para em uma esquina e se apaixona por uma moça e de repente uma calda enorme de pavão é armada por ele. Serei sincero! Fiquei entusiasmado com ambas, achei incrível a criatividade das empresas para a divulgação dos produtos.

Logo fiquei imaginando no tamanho das equipes de marketing, das equipes de produção, do tempo e do dinheiro que foi gasto pra fazer um comercial de 30 segundos para vender um produto.

Aqui cabe uma reflexão, no mundo corporativo atual devemos agir da mesma que essas grandes empresas, ou seja, devemos ter uma imagem e nos esforçar para vender bem ela. É claro que não basta sermos bonitinhos, arrumadinhos, limpinhos, ou qualquer outra porcaria com “inho”. Na verdade ao definirmos nossa imagem, nosso marketing pessoal, devemos ter em mente três perguntas, o que eu sou, o que eu quero e o que o mercado quer.

Com essas respostas você pode definir quais são seus pontos fortes e fracos, suas qualidades e defeitos, o que você deve melhorar e o que deve deixar de lado, além de saber como deve se portar e reagir perante o mercado. Basicamente isso exige escolhas, determinados cargos exigem pessoas mais audaciosas e comprometidas, outros mais extrovertidas, e tem aqueles, acredite, que exigem pessoas muito introvertidas. O que eu acho interessante, é que já entrevistei inúmeras pessoas, mas algo que eu nunca ouvi foi alguém dizer que é introvertido, é mais ou menos como o trauma do perfeccionista, sim, pois várias pessoas já me disseram possuir essa maravilhosa qualidade que se transforma em um defeito “de tão perfeccionista que ela é”.

Acredite, tem mercado pra todos, mas é necessário se conhecer, saber quais são suas habilidades e seus defeitos. Há muito tempo atrás eu fui vender roupas femininas em uma grande loja de departamentos, eu fui um desastre, e olhe que tenho três irmãs. Apesar de ser extrovertido, persistente e audacioso eu não conhecia nada de roupa feminina, nunca me senti a vontade com os produtos e nem com as clientes, me sentia embaraçado ao tentar vender qualquer peça que fosse. Isso não acontece mais comigo hoje, mas eu tive que me conhecer e saber o que e como eu queria e me adaptar com o que o mercado pedia.

Cabe aqui uma ressalva, quem dita as regras é o mercado, existe lugar pra todos, desde que você não seja um pária social, alguns se adaptam mais rápido, outros mais devagar, é como um produto, alguns vendem mais, outros menos, só devemos tomar cuidado pra não ficar empatando na prateleira.

Desejo a todos, sucesso e bons negócios.

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