
Eu sempre gostei da história da formiga e da cigarra, para quem não conhece a história cabe um resumo. A formiga trabalhava incansavelmente durante o verão ajuntando comida, preparando-se para o inverno enquanto a cigarra apenas cantarolava e tirava sarro do trabalho árduo da formiga. Na chegada do inverno a formiga se recolheu quentinha e com comida em sua casa e a cigarra morreu de frio.
Eu acho essa história interessante. Ela nos passa uma moral que deve ser refletida, pois fala da preguiça. A preguiça é a praga das empresas, e quando eu falo empresas eu falo de qualquer empresa, seja micro, média ou grande. É a preguiça que faz com que muitos colaboradores não façam seu trabalho direito, e ela se manifesta das mais variadas formas.
Na área de vendas, por exemplo, existem vendedores que não prospectam eficazmente potenciais clientes e fazem propostas mal elaboradas com poucas informações ou esquecem as que são realmente relevantes. Além disso, não pesquisam as necessidades reais dos mesmos e não se empenham em cativar e negociar. Na área financeira encontramos analistas que fazem relatórios imprecisos e ainda esquecem ou omitem informações. Encontramos preguiçosos em todos os cantos de uma empresa.
O mais interessante são as desculpas para tal, dizem os preguiçosos “o gerente não pediu isso”, “o diretor nem nota essa informação”, ou ainda, “se eu colocar isso ele vai me pedir mais”. Claro que essas frases vêm junto com inúmeras outras, “ou eu faço uma coisa ou outra”, “eu não tenho quatro braços”, “eu sou um só”, e por aí vai.
Algo que mais me deixa impressionado é que alguns preguiçosos já utilizam de ferramentas corporativas como o email, dizendo “me passa por email, preciso ter registrado o seu pedido”. Basicamente o que esse profissional quer dizer é que “eu sou pago para fazer isso, mas só faço se for pedido e registrado, e tem mais, minha cabeça é ruim e não vou lembrar”, e pelo jeito nem ia se esforçar pra lembrar.
Nesse meio eu não incluo profissionais sobrecarregados, mas convenhamos, é muito cômodo possuir uma desculpa na ponta da língua quando nos pedem algo! Sempre escuto palavras como “não dá tempo”, mas daí eu pergunto VOCÊ JÁ TENTOU? Impressionante que não houve tentativa, mas já se sabe o resultado que não é possível, e tudo porque o prazo é curto. O pior é que esse profissional leva tanto tempo discutindo sobre o prazo que é “apertado”, mas se esquece que poderia usar o mesmo para desenvolver o que foi designado.
O melhor de tudo é que nos preocupamos em medir a produtividade dos nossos profissionais para termos parâmetros de comparação e assim cobrar a execução das tarefas profissionais. Sinceramente? Acredito que se criássemos programas de erradicação da preguiça, teríamos muito mais proveito. Cabe aqui uma observação, aqueles que não forem preguiçosos procurem na bíblia o texto que faço menção no titulo deste, acredito que será de grande valia.
Desejo a todos, sucesso e bons negócios.

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