sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O Novo Teclado da Igreja

Á alguns dias o Pastor de nossa igreja propôs trocar o teclado antigo por um mais moderno, no final da reunião ele conversou com os membros da igreja e expôs que lhe ofereceram um instrumento muito melhor, ele possuía mais qualidade de som, mais opções de músicas e em suma era mais eficiente, além é claro do antigo não ser lá muito bom. Todos os membros concordaram que a Igreja merecia um teclado melhor e fomos logo fazendo um mutirão, muitos contribuíram e o teclado novo foi comprado. O pastor todo orgulhoso mandou comprar uma mesa nova para o instrumento e o tecladista até colocou uma roupa diferente com gravata e tudo. Estava tudo ótimo, até descobrirmos que o tecladista não sabia usar direito o teclado novo.

Trazendo para o mundo corporativo percebemos quantas são as empresas que fazem investimentos em maquinas modernas sem levar em consideração informações essenciais, esquecem dos recursos humanos, ou da estrutura física da organização, ou de como vão vender a nova quantidade de material acabado, e no fim, a empresa fica com “o novo trambolho”.

O interessante disso é que a empresa toda se mobiliza, a área comercial faz planos de aumento nas vendas, o financeiro aloca recursos, faz projeções de cenários futuros, a área operacional já pensa em contratar mais pessoal, mas se esquece do treinamento para 

quem vai operar a máquina. Já vi casos de empresas investirem em maquinário tão especifico que não havia mão de obra especializada nem para treinar quem vai treinar a operar a máquina. Já vi também empresas comprarem máquinas imensas e na hora da instalação a máquina não entrar no pátio, ou pior, instalam o maquinário e quando colocado em operação o piso simplesmente não agüenta e trinca produzindo efeitos devastadores.

Algumas empresas se esquecem também que máquinas que produzem mais rápido, demandam de mais espaço para matéria-prima ou para produto acabado, é claro que cada caso é um caso, já vi máquinas que produzem muito mais com a metade do tamanho da anterior, e nesse caso sobrou gente pra produzir, e as demissões não foram pensadas. Custos com rescisões trabalhistas pesam, imagine se tiver que pagar o financiamento do maquinário junto. Uma empresa quando investe em algum maquinário não deve simplesmente pensar no incremento de vendas e em como vai pagar o financiamento dela, mas também em quem e como vai ser feita a operação.

Empresas estruturadas fazem uma boa avaliação do maquinário, do impacto nas operações, do impacto financeiro, planejam o futuro criando cenários com incrementos nas vendas e no caixa, investem em treinamento, qualificação e se for o caso em novos funcionários, buscam financiamentos bons e baratos, verificam a estrutura física, procuram orientações, garantias e empresas que forneçam manutenção no novo maquinário, ou seja, verificam todas as possibilidades e impossibilidades antes de investir.

Alias, acredito que devemos sempre analisar bem antes de fazer qualquer investimento, a pior coisa é acabar se arrependendo por algo que não foi levado em consideração. Aqui cabe uma ressalva, o tecladista já se adaptou muito bem ao novo teclado.

Desejo a todos sucesso e bons negócios.

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