Hoje eu estava retornando da casa de um amigo com meu carro e entrei em uma avenida que estava engarrafada. Fui logo ficando na pista da esquerda, na verdade queria pegar a da direita, mas com o transito do jeito que estava eu nunca conseguiria fazer uma coisa dessas. Logo a minha frente um caminhão tentava entrar á frente de um fusca, e é claro que o motorista do fusca nem se importou em ceder o lugar pra ele entrar, o transito começou a andar e mais caminhões apareciam em ambas às pistas, um pouco mais a frente um caminhão ficou logo do meu lado, começamos a andar e parar, quando demos uma boa parada olhei para a margem da rua do lado direito e vi uma moça com um carrinho de bebê tentando atravessar.
Como ela percebeu que o transito estava parado ela passou na frente do caminhão dirigindo o carrinho á frente dela, se dirigia em direção ao outro lado da rua e ia passar pela minha frente, mas um senso de mãe fez com que ela parasse no meio do caminho e olhasse entre o caminhão e meu carro pra ver se não havia nenhum movimento entre nós, infelizmente o carrinho do bebê já estava no meio do vão entre o meu carro e o caminhão, felizmente não vinha nenhuma moto, nenhum ciclista, nada que pudesse atropelar o bebê. A mãe, feliz por não ter nada que pudesse fazer mal ao bebê, atravessou e seguiu seu caminho.
Ao voltar para casa eu fiquei analisando o caso e pensei que da mesma forma que essa mãe é despreparada e colocou o seu filho em perigo, muitos empresários fazem o mesmo com suas empresas, desprotegendo aquilo que realmente importa. Quantos são os casos de empresários e administradores que não conseguem proteger o capital financeiro de sua empresa colocando a mercê do mercado aquilo que mais deveriam proteger.
São inúmeros os casos de empresas em fase inicial que gastam muito com reformas, investem em sistemas que não precisam, em campanhas publicitárias ou produtos errados, fazem parcerias que não dão certo, ou cometem erros diversos fazendo o mesmo que a moça do carrinho, colocando em risco a vida do bem mais precioso que existe para a empresa. E depois se perguntam no que eu errei? A idéia era tão boa e porque deu errado? Serão os sócios? Serão os parceiros?
Devemos ter em mente que proteger a vida de uma empresa é essencial aos negócios, e a vida de uma empresa é o capital financeiro, não adianta termos o melhor produto, o melhor talento, a melhor estrutura, se não tivermos dinheiro para fazer as engrenagens andarem. Sem isso não conseguiremos ir muito longe, devemos proteger o bebê, devemos primeiro olhar onde estamos indo, o que, como e quando estamos fazendo. È claro que as incertezas e os percalços do caminho ainda existirão, mas com certeza estaremos sempre atentos aos possíveis problemas que surgirem.
Desejo a todos sucesso e bons negócios.

Um comentário:
Taí, gostei do texto....
lembrei de algo...
Postar um comentário