sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O Livro de Etiqueta Corporativa

Eu não posso afirmar que sou o rei da discrição e da etiqueta, particularmente já cometi inúmeras gafes corporativas, mas sempre tentei, com tato e educação, contornar todas elas. Mas ás vezes, alguns atos falam mais do que frases inteiras, e vão bem além da educação. Outro dia uma amiga veio a mim reclamando que tinha dado um livro para uma colega e a mesma não gostou, e o pior, tinha feito pouco caso do mesmo e guardado de qualquer jeito na gaveta. Quando eu indaguei o nome do livro entendi o pouco caso da colega, o nome do livro era “Etiqueta Corporativa, o sucesso com bons modos”. Eu sou totalmente favorável a leitura e ao ato de presentear, mas tato, bom senso, e empatia cabem em qualquer situação, principalmente no ambiente de trabalho.

Entendam! O livro é bom, eu fiz questão de ler, mas o problema é a, como posso dizer, “mensagem subliminar” escondida no nome do livro. A colega da minha amiga estava sendo treinada e era subordinada dela, no mínimo ela se sentiu ofendida, como se não tivesse educação, e para piorar minha amiga ainda falou “com esse livro você vai aprender muitas coisas”. Imaginem o que ela não ficou imaginando, quantas dúvidas não surgiram em sua cabeça. O pior é que isso cria uma distância no relacionamento profissional, logo aparecem rixas, as desavenças, faz-se fofoca, tudo por falta de tato.

A verdade é que minha amiga queria falar que a colega não estava agindo de forma apropriada, mas não sabia como. Nesse caso eu prefiro a abordagem direta, nada como uma conversa franca apontando os defeitos e qualidades, nunca fale só os defeitos, pessoas sempre possuem pontos positivos e um feed-back sincero produz um retorno muito melhor. Devemos ter em mente, e fazer nosso colega entender, que ao dar um livro do tipo “Como ser mais produtivo no ambiente de trabalho”, não estamos “dando uma indireta pra ver se ele se toca”, e sim dando uma direta para ele melhorar os pontos negativos com o auxilio de uma ferramenta.

Cabe uma ressalva, seja sincero, mas polido, ninguém gosta de ouvir que não possui modos, que se porta mal na frente dos outros, que é grosseiro, é claro que ás vezes é necessário falar a verdade nua e crua, mas sempre com tato. Devemos chamar o colega em reservado, mostrar que queremos ajudar, e no caso do livro, que ele pode servir de referência para uma mudança.

Não seja do estilo, “estou te dando um toque”, isso produz rancor, raiva, e no ambiente de trabalho isso pode se transformar em “puxadas de tapete”. É claro que nem todo mundo, aceita um feed-back numa boa, algumas pessoas são mais difíceis de lidar, principalmente quando seus defeitos estão sendo expostos, tem aquelas que simplesmente não os aceitam, nesse caso paciência e empatia são palavras chave. É claro que aqui também cabe um ditado bíblico “amai o próximo como a ti mesmo”. Independente de estarmos em casa ou no trabalho, esse ditado pode fazer com que possamos obter muitos resultados favoráveis para a organização, para o nosso colega e para nosso bem estar.

Desejo a todos sucesso e bons negócios.

 

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